Malditas sejam as canções que nos enchem a alma; malditos sejamos nós por as amarmos assim; maldita a nossa raça de deserdados, de canção a tiracolo e amargura na alma, e o amor em punho, inevitável, acordado, rijo ou aos tombos, maldito sejas, amor à música e ao vento, amor ao amor, amor a viver com ou sem amargura, amor de carne e de pedra, e de tanta alma fulminada. Benditas sejam todas as coisas malditas, porque nelas a arte fervilha como uma manhã."
Manuel Cintra