O grupo que tem por nome " Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses – Rancho de Moldes " representa a região do Douro Litoral.
A sua origem, em 1945, funde-se com a origem da Feira das Colheitas. A Europa era depauperada pela IIª Guerra Mundial, em Portugal alastrava a fome e a miséria. A lavoura mergulhava numa profunda letargia.
Em Arouca, pela mão do Presidente do Grémio da Lavoura, António de Almeida Brandão, idealiza-se a Feira das Colheitas. Em todas as freguesias do concelho, formou-se uma Comissão para incitar os lavradores ao melhoramento do trato das terras e dos gados, com o objectivo de aumentar a produção, mas também, para dinamizar as comunidades para formarem agrupamentos folclóricos que se reuniriam em Setembro, na referida Feira das Colheitas. Como atractivo, institui vários prémios que constituíram um verdadeiro incentivo. O Rancho de Moldes compareceu em toda a sua pujança como baluarte intransigentemente fiel das tradições de Arouca.
Desde 1945 que o grupo se mantém em actividade permanente, trabalhando na recolha, preservação e divulgação do folclore e etnografia do concelho de Arouca tendo, em 1958, adoptado o título que ora ostenta.
O Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses é um dos grupos fundadores da Federação de Folclore Português. Actualmente, é membro do INATEL, do RNAJ e da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnografia. Proprietário das revistas Rurália e Cultura Popular, é organizador das Jornadas de Etnografia, e, em parceria com a URTIARDA, das Jornadas da Terra. Realiza também, anualmente, o Festival Internacional de Folclore de Arouca. O grupo divulga, também, a polifonia vocal tradicional da região de Arouca, salientando-se os velhos cramois (canto a três vozes) que são um verdadeiro tesouro cultural, tendo editado recentemente um CD de corais tradicionais de nome “Cantas e Cramois”.