Eles não falam bem português, não dizem as palavras correctamente, não são Alentejanos nem cantam sequer à Alentejana, mas sentem tudo de uma forma pungente como se tudo fosse ainda maior do que imaginavam em Paris enquanto cantavam aquelas modas, apenas entendendo a sua tradução. Para mim eles representam uma esperança, uma outra forma de unir gentes e nações. E enquanto todo o mundo se prepara para uma guerra eles juntam-se com os grandes do Alentejo e cantam. A música pode ser uma forma de união, tem essa capacidade e é tão bonito que dói.
Porque se há poucos anos atrás era impossível imaginar que um grupo de Cante Alentejano pudesse ser disco de ouro, era ainda mais difícil imaginar que um grupo de pessoas de outras nacionalidades se juntasse para fazer um grupo de Cante. No entanto aqui estão, dois grandes reunidos mostrando que aqui ainda há paz!

- Tiago Pereira

Serpa, Beja, Baixo Alentejo

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