Pedro Jóia
Inicia o estudo da guitarra aos 7 anos de idade com o professor Paulo Valente Pereira na Academia dos Amadores de Música. Aos 14 anos transfere-se para o Conservatório Nacional onde, mais tarde, conclui o curso de guitarra sob a orientação do professor Manuel Morais.
A partir dos 16 anos inicia o estudo da guitarra flamenca, primeiro de forma auto-didacta e mais tarde frequentando cursos de Verão com os guitarristas Paco Peña e Gerardo Nuñez. É, no entanto, com Manolo Sanlúcar que estabelece uma relação de aluno mais duradoura, trabalhando com o mesmo até aos 25 anos.
Inicia aos 19 anos a actividade de concertista tendo-se apresentado desde então a solo ou integrado em diversas formações e actuando em inúmeros países da Europa, Ásia, América do Sul e África.
Tem cinco CD's gravados em nome próprio e prepara, em 2011 a edição de um disco ao vivo gravado com a Orquestra de Câmara Meridional.
Compõe regularmente música para teatro e curtas-metragens cinematográficas. Leccionou na licenciatura em música da Universidade de Évora entre 1997 e 2003. No mesmo ano partiu para o Brasil onde residiu até 2007, trabalhando com músicos de diversas áreas musicais como Ney Matogrosso, Yamandú Costa, Gilberto Gil entre muitos outros.
Em 2008 vence o Prémio Carlos Paredes com o disco "À espera de Armandinho" onde aborda a obra do guitarrista lisboeta da 1ª metade do Séc. XX Armando Augusto Freire, mais conhecido por Armandinho.
Em 2011 inicia 2 projectos: um com a fadista Raquel Tavares, onde juntos transportam os fundamentos do fado, do flamenco, da música porteña, da música dos bairros de Lisboa, do Magrebe e desembocam no grande mar que é a música mediterrânea.
Raquel Esteves
Uma das mais importantes vozes do Fado contemporâneo, Raquel Tavares tem o inato dom de ser fadista e pouco mais se deveria dizer depois. Raquel vive onde o fado mora, no coração de Alfama que bate como se fosse seu e isso sente-se nos seus concertos.
Raquel canta pela primeira vez com 5 anos de idade, e aos 12 anos já participava em concursos de fado, conquistando 14 primeiros lugares, entre eles o da mítica Grande Noite do Fado, no Coliseu de Lisboa em 1997.
Aos 17 anos a convite do “Rei do Fado” Fernando Maurício, Raquel começa a cantar profissionalmente em casas de fado um pouco por toda a Lisboa, convivendo de perto com históricos interpretes da canção nacional; Fernando Maurício, Hermínia Silva, Lucília do Carmo, Berta Cardoso ou Beatriz da Conceição, entre muitos outros.
Em 2006 edita o seu disco de estreia “Raquel Tavares”, que lhe vale de imediato os prémios Amália Rodrigues e Casa da Imprensa na categoria revelação.
Desde então Raquel tem desenvolvido um percurso que já a levou a alguns dos palcos mais importantes do globo em países como Espanha, França, Itália, Grécia, Marrocos, Alemanha, Bélgica, Holanda, Escócia, Inglaterra, Irlanda, Uruguai, Argentina, Brasil, Canadá, China e mais recentemente, Austrália.
Em novembro de 2012 na Capital Europeia da Cultura partilhou o palco com Ivan Lins, num fabuloso concerto de homenagem a um dos mais importantes artistas do nosso tempo. Em Janeiro de 2013 no Rio de Janeiro, volta a dividir o palco com Ivan Lins, num espectáculo esgotadíssimo. Em abril do mesmo ano, Raquel Tavares apresentou no Espaço Brasil, em Lisboa, o espectáculo “Nem todo o Fado é Triste, nem todo o Samba é alegre”, concerto em que evocou o cancioneiro de Samba de raiz e de Fado tradicional, inserido na programação do Ano do Brasil em Portugal.
Já em 2014 Raquel canta na Feira do Livro de Bogotá e no centro Cultural Gabriel Garcia Marquéz onde deu forma ao mote escolhido para a comitiva Portuguesa: “Da minha língua vê-se o mar”. Raquel Tavares tem recebido os maiores elogios da crítica internacional. É no Fado que está enraizada a sua identidade e a imprensa e público português são os primeiros a reconhecer-lhe esse prestigio e a recebe-la com um carinho e gratidão únicos.