São Goliardo, alter-ego musical, criou-se no meio do blues estrangeiro e a canção portuguesa, entre viagens solitárias e companhias de momentos. O nome é ambíguo: São porque talvez queira uma espécie de santidade. Goliardo porque não deixa de amar as fugas que o criaram. Não há uma biografia porque no fundo cada tema é uma memória de aventura, um conto real de uma aventura passada. Sabe-se apenas que os acordes tocados e as palavras cantadas surgem de dentro, da alma, do coração, e da vontade de serem escutadas. Um Goliardo era, na Idade Média, um certo sujeito algo ligado a religião, mas antes de mais nada ligado á Música. Amava as tabernas, o álcool, a liberdade, a poesia e o erotismo (ou ainda mais do que isso). Clandestino com certeza, bêbado e vagabundo, de Santo não tinha nada para além das suas Canções. O que mudou até hoje em dia, até este São Goliardo, foi um quase nada.

Lisboa, Lisboa, Estremadura

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