A vida desta Tuna é partilhada, com a de Fervença, orientada no início, pelos anos 20, por António Joaquim, tocador de guitarra e harmónio e já há muito tempo desaparecida, e havia de se cruzar com a de Gontães, desaparecida nos anos 90, pelos seus Mestres.

É fundada em 1916 por José Gonçalves Grilo, tendo-se desfeito quando este emigra para o Brasil, e reagrupado depois de regressar em 1934. No entanto com esse seu desaparecimento, surgira a de Fervença, iniciada, pelos anos 20, por António Joaquim, tocador de guitarra e harmónio local, que a emigração para França leva à desativação. Várias vezes António tenta a sua reativação, o que só consegue quando regressa em 1947. Nessa altura já conta com Manuel Ribeiro da Cunha (Manuel da Eira), que desde os 18 anos começa a tocar violão e banjolim. Foi em Gontães (já com Tuna – Mestre Manuel Anjos Pires, flauta), que António Minhava (posteriormente Mestre) lhe arranja a escala para ir aprendendo. Depois aprende violino e flauta, mandados de França. O seu violino, quatro violões e dois banjolins compõem a Tuna de Fervença, depois junta-se a sua flauta e um violoncelo, assumindo o mestrado.

Depois do regresso de José Gonçalves Grilo e do reagrupamento da de Ermelo, durante algum tempo subsistem as duas. Depois das emigrações, o que resta das duas junta-se, em cima dos anos 60, sob a designação de Tuna de Ermelo, assim permanecendo até aos anos 70 (em 1995 ainda foi com Manuel Ribeiro da Cunha que conseguimos juntar dois violinos, um banjolim e quatro violões e para registar a Tuna de Ermelo, para um CD de Tunas editado em 2003).

A esta Tuna está indelevelmente ligado o nome de Monsenhor ngelo Minhava, que ali tocou (pouco) e ensaiou (muito), tendo até dirigido algum tempo a Tuna. Também seu primo, António, já mencionado (Gontães) ajudou, às vezes, ao toque.

Posteriormente, e com períodos de morte e reanimação, o antigo Mestre da Tuna de Bobal, Joaquim Carvalho, toma o mestrado da Tuna. Como diz o Monsenhor Minhava em publicação de 1984, “o período de maior esplendor conta-se a partir da criação da Casa do Povo… A Tuna, hoje ensaiada por Joaquim de Carvalho, funcionário da Casa do Povo, continua a ser a voz desta povoação…”

Hoje em dia procura de novo a ressuscitação, tentando reerguer-se com e para além do Mestre, com gente de Ermelo, Tejão, Bobal e talvez Paradança e Mondim.

Mondim de Basto, Vila Real, Trás-os-Montes e Alto Douro

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