Caralinda 

Janeiro 26, 2014

Caçarelhos, Vimioso, Bragança

Vimioso, Bragança, Trás-os-Montes e Alto Douro

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Caralinda

Caralinda, Caralinda
Caralinda como o sol
Deixa-me dormir contigo
Na ponta do teu lençol

Na ponta do meu lençol
Hoje sim, amanhã não
Meu marido não está cá

Foi à senhora d’ Assunção

Era meia noite em ponto

Marido à porta bateu
Bateu uma, bateu duas

Caralinda não apareceu

De quem é aquele chapéu
Que além está pendurado?
É para ti ó meu marido
Por tuas mão foi ganhado

De quem é aquele cavalo
Que na estrebaria relinchou?
É para ti ó meu marido
Foi teu pai quem to mandou

Pega lá sete facadas
Á sombra do meu cipreste
Vai dizer às tuas irmãs
Que não façam
O que tu me fizeste