Lira 

Outubro 24, 2011

Fábrica do Braço de Prata, Lisboa

Castelo de Vide, Portalegre, Alto Alentejo

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Lira

Morte que mataste Lira,
Morte que mataste Lira,
Morte que mataste Lira,
Mata-me a mim, que sou teu!

Mata-me com os mesmos ferros
Mata-me com os mesmos ferros
Mata-me com os mesmos ferros
Com que a Lira morreu

Veio um pastor lá da serra
À minha porta bateu
Veio trazer por notícia
Que a minha lira morreu

Morte que mataste Lira,
Morte que mataste Lira,
Morte que mataste Lira,
Mata-me a mim, que sou teu!

Mata-me com os mesmos ferros
Mata-me com os mesmos ferros
Mata-me com os mesmos ferros
Com que a Lira morreu

A Lira por ser ingrata
Tiranamente morreu
Amar-te a mim não me mata
Firme e constante sou eu

Morte que mataste Lira,
Morte que mataste Lira,
Morte que mataste Lira,
Mata-me a mim, que sou teu!

Mata-me com os mesmos ferros
Mata-me com os mesmos ferros
Mata-me com os mesmos ferros
Com que a lira morreu