“Pára-me de repente o pensamento” de Ângelo de Lima 

Março 29, 2018

Jardim da Estrela, Lisboa

Lisboa, Lisboa, Estremadura

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“Pára-me de repente o pensamento” de Ângelo de Lima

Pára-me de repente o pensamento
Como que de repente refreado
Na doida correria em que levado
Ia em busca da paz, do esquecimento

Pára surpreso, escrutador, atento
Como pára um cavalo alucinado
Ante um abismo súbito rasgado
Pára e fica e demora-se um momento

Pára e fica na doida correria
Pára à beira do abismo e se demora
E mergulha na noite escura e fria

Um olhar de aço que essa noite explora
Mas a espora da dor seu flanco estria
E ele galga e prossegue sob a espora